Pelo menos até que me torne outra pessoa, num outro espaço-tempo. Desta vez estou um Comunicológo, mas específicamente e incoerentemente, publicitário. Sou músico (baterista), ou melhor faço parte da banda Soul Negro (um outro espaço onde reverbero inquietações diversas). Trabalho com arte e educação, uma outra vocação que penso ter. Sou verdadeiro acima de tudo. Só acredito na vida com sinceridade. Sou muito seletivo com as amizades e procuro cuidar de cada uma delas. Sou bastante prestativo e procuro sempre ser útil para alguém. Como uma pessoa que presa a sinceridade acima de tudo, não admito mentiras nem falsidades. Procuro ser fiel aos meus ideais, mas estou sempre aberto a revê-los. Por buscar ser sincero, de vez em quando, acabo por ser muito duro, e, sinceramente ainda não consegui definir em mim se isso é bom ou ruim. Sou alguém que caminha cada vez mais em direção si mesmo, tirando véus, perdendo a inocência, passando níveis, ultrapassando barreiras, evoluindo, crescendo e construindo. Isso é tudo que me sinto à vontade em dizer sobre mim. O resto são só especulações dos muitos eus que em mim habitam.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A tristeza didática
Logo de manhã fui obrigado a parar pra pensar no curso da minha vida e fazendo um breve paralelo com o que posso perceber da vida das pessoas, confirmei uma impressão que tinha sobre a existência humana: estamos no mundo única e exclusivamente para sofrer!
A princípio essa sentença pode parecer uma manifestação de um derrotado pessimista cansado de apanhar, mas não o é, pode acreditar. Na verdade tenho pensado sobre isso há muito tempo. Mas como todo ser humano normal tenho tentado viver almejando a felicidade, construindo planos para um happy end de novela. Com isso tenho me distraído do processo que é algo muito mais importante do que o fim. A vivência das experiências é que são importantes e estas nos impulsionam a crescer e amadurecer. Certamente as experiências dolorosas nos forçam a pensar muito mais que as felizes. Os momentos felizes são fugazes. São distrações que passam rápido demais para ensinar verdadeiramente algo. Funcionam como uma droga que nos entorpece e no momento seguinte somos forçados a encarar a realidade. No entanto, o sofrer pode ser algo extremamente didático. Se este for vivenciado com atenção e abertura pode nos levar a um novo patamar evolutivo. Um momento de tristeza bem vivido pode garantir uma experiência futura muito mais consciente e melhorada. Mas geralmente o que fazemos diante dos momentos difíceis é fugir mais rápido possível. Essa fuga nos impede de vivenciar completamente este momento, fazendo com que ele sempre esteja por perto, ao invés de totalmente superado.
Não estou pregando aqui uma “doutrina do sofrer elucidativo”, estou dizendo que não devemos apenas buscar a felicidade. Penso que merecemos a felicidade e buscá-la é o caminho que, de fato precisamos seguir. Mas paralelo a isso é necessário vivenciar plenamente os momentos de sofrimento sem fugir, pois só dessa maneira se pode garantir a superação do mesmo, para que nada fique guardado como um espinho que não conseguimos retirar da carne. É dessa maneira que o sofrer pode possibilitar que os períodos felizes sejam plenos e verdadeiros.
Em tempo, como não poderia deixar de ser eis a trilha sonora perfeita pra esse pensamento...
sábado, 1 de maio de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O fim do homem cordial
Ontem fui no Luthier com um amigo para trocar os captadores da guitarra dele e quando terminamos, resolvemos beber uma cerveja para comemorar os captadores novos.
Assim que entramos no bar, avistamos na parede atrás do balcão, um quadro com a fotografia daquelas de repartição pública, quem estava na fotografia era o ACM. O quadro estava entre as bandeiras da Bahia e do Brasil., só faltou uma vela pro "santo".
De noite um amigo me apresentou esse vídeo, que segundo ele foi censurado, por motivos óbvios, é claro. Acho que foi tão bem censurado que só agora tomei conhecimento dele... Já foi tarde Tuninho Malvadeza.
Como achei muita conicidência os dois fatos acontecerem no mesmo dia, resolvi publicar o vídeo aqui no blog, até porque o curta está muito bom. Inclusive foi premiado como melhor vídeo no Festival imagem em 5 minutos 2004.
Com direção de Daniel Lisboa.
O grupo rebelde SUB v2.7 - subversão dois de julho - seqüestra o principal líder político da Bahia e exige que as imagens dele, em poder do grupo, sejam exibidas no telejornal local .
quarta-feira, 24 de março de 2010
Mais um para o Negão

Como se não bastasse o prêmio de melhor músico do carnaval 2010, que recebeu em cima do trio elétrico, oferecido pelas rádios de Salvador, Cara de Cobra foi eleito, mais uma vez, no Troféu Dodô & Osmar 2010, como o melhor percussionista da folia momesca de Salvador.
A premiação é muito merecida primeiramente pelo seu inegável talento. Cobra é hoje um dos mais celebrados percussionistas do país. Mas não é só de talento que se faz um artista. Conta muito em seu favor o carísma, a simplicidade e a dedicação que tem ao seu trabalho e as pessoas que estão ao seu redor.
Parabéns Negão por mais essa vitória. Continue trilhando esse belo caminho. Você é sem dúvida um exemplo de pessoa e de artista a ser seguido.
segunda-feira, 15 de março de 2010
JORNALISTA DENUNCIA PLANO MIDIÁTICO CONTRA LULA, DILMA E O PT*
Por mais que pareça exagerado, infelizmente pra nós eleitores que ficamos a mercê de todo esse bombardeio de informações, é desse modo que a elite há anos atrás, elegeu figuras deploráveis como FHC e Collor e hoje tenta desesperadamente retomar o poder do Brasil para restabelecer os amargos anos de degradação que nossa nação foi submetida em todas as áreas, por causa da vontade de uma minoria corrupta e inescrupulosa.
Não deixaremos que isso volte a acontecer!
*O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Mauro Carrara e publicado no blog Escrivinhador.

“Tempestade no Cerrado”: é o apelido que ganhou nas redações a operação de bombardeio midiático sobre o governo Lula, deflagrada nesta primeira quinzena de Março, após o convescote promovido pelo Instituto Millenium.A expressão é inspirada na operação “Tempestade no Deserto”, realizada em fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo.
Liderada pelo general norte-americano Norman Schwarzkopf, a ação militar destruiu parcela significativa das forças iraquianas. Estima-se que 70 mil pessoas morreram em decorrência da ofensiva.
A ordem nas redações da Editora Abril, de O Globo, do Estadão e da Folha de S. Paulo é disparar sem piedade, dia e noite, sem pausas, contra o presidente, contra Dilma Roussef e contra o Partido dos Trabalhadores.
A meta é produzir uma onda de fogo tão intensa que seja impossível ao governo responder pontualmente às denúncias e provocações.
As conversas tensas nos "aquários" do editores terminam com o repasse verbal da cartilha de ataque.
1) Manter permanentemente uma denúncia (qualquer que seja) contra o governo Lula nos portais informativos na Internet.
2) Produzir manchetes impactantes nas versões impressas. Utilizar fotos que ridicularizem o presidente e sua candidata.
3) Ressuscitar o caso “Mensalão”, de 2005, e explorá-lo ao máximo. Associar Lula a supostas arbitrariedades cometidas em Cuba, na Venezuela e no Irã.
4) Elevar o tom de voz nos editoriais.
5) Provocar o governo, de forma que qualquer reação possa ser qualificada como tentativa de “censura”.
6) Selecionar dados supostamente negativos na Economia e isolá-los do contexto.
7) Trabalhar os ataques de maneira coordenada com a militância paga dos partidos de direita e com a banda alugada das promotorias.
8) Utilizar ao máximo o poder de fogo dos articulistas.
Quem está por trás
Parte da estratégia tucano-midiática foi traçada por Drew Westen, norte-americano que se diz neurocientista e costuma prestar serviços de cunho eleitoral.
É autor do livro The Political Brain, que andou pela escrivaninha de José Serra no primeiro semestre do ano passado.
A tropicalização do projeto golpista vem sendo desenvolvida pelo “cientista político” Alberto Carlos Almeida, contratado a peso de ouro para formular diariamente a tática de combate ao governo.
Almeida escreveu Por que Lula? e A cabeça do brasileiro, livros que o governador de São Paulo afirma ter lido em suas madrugadas insones.
O conteúdo
As manchetes dos últimos dias, revelam a carga dos explosivos lançados sobre o território da esquerda.
Acusam Lula, por exemplo, de inaugurar uma obra inacabada e “vetada” pelo TCU.
Produzem alarde sobre a retração do PIB brasileiro em 2009.
Criam deturpações numéricas.
A Folha de S. Paulo, por exemplo, num espetacular malabarismo de ideias, tenta passar a impressão de que o projeto “Minha Casa, Minha Vida” está fadado ao fracasso.
Durante horas, seu portal na Internet afirmou que somente 0,6% das moradias previstas na meta tinham sido concluídas.
O jornal embaralha as informações para forjar a ideia de que havia alguma data definida para a entrega dos imóveis.
Na verdade, estipulou-se um número de moradias a serem financiadas, mas não um prazo para conclusão das obras. Vale lembrar que o governo é apenas parceiro num sistema tocado pela iniciativa privada.
A mesma Folha utilizou seu portal para afirmar que o preço dos alimentos tinha dobrado em um ano, ou seja, calculou uma inflação de 100% em 12 meses.
A leitura da matéria, porém, mostra algo totalmente diferente. Dobrou foi a taxa de inflação nos dois períodos pinçados pelo repórter, de 1,02% para 2,10%.
Além dos deturpadores de números, a Folha recorre aos colunistas do apocalipse e aos ratos da pena.
É o caso do repórter Kennedy Alencar. Esse, por incrível que pareça, chegou a fazer parte da assessoria de imprensa de Lula, nos anos 90.
Hoje, se utiliza da relação com petistas ingênuos e ex-petistas para obter informações privilegiadas. Obviamente, o material é sempre moldado e amplificado de forma a constituir uma nova denúncia.
É o caso da “bomba” requentada neste março. Segundo Alencar, Lula vai “admitir” (em tom de confissão, logicamente) que foi avisado por Roberto Jefferson da existência do Mensalão.
Crimes anônimos na Internet
Todo o trabalho midiático diário é ecoado pelos hoaxes distribuídos no território virtual pelos exércitos contratados pelos dois partidos conservadores.
Três deles merecem destaque...
1) O “Bolsa Bandido”. Refere-se a uma lei aprovada na Constituição de 1988 e regulamentada pela última vez durante o governo de FHC. Esses fatos são, evidentemente, omitidos. O auxílio aos familiares de apenados é atribuído a Lula. Para completar, distorce-se a regra para a concessão do benefício.
2) Dilma “terrorista”. Segundo esse hoax, além de assaltar bancos, a candidata do PT teria prazer em torturar e matar pacatos pais de família. A versão mais recente do texto agrega a seguinte informação: “Dilma agia como garota de programa nos acampamentos dos terroristas”.
3) O filho encrenqueiro. De acordo com a narração, um dos filhos de Lula teria xingado e agredido indefesas famílias de classe média numa apresentação do Cirque du Soleil.
O que fazer
Sabe-se da incapacidade dos comunicadores oficiais. Como vivem cercados de outros governistas, jamais sentem a ameaça. Pensam com o umbigo.
Raramente respondem à injúria, à difamação e à calúnia. Quando o fazem, são lentos, pouco enfáticos e frequentemente confusos.
Por conta dessa realidade, faz-se necessário que cada mente honesta e articulada ofereça sua contribuição à defesa da democracia e da verdade.
São cinco as tarefas imediatas...
1) Cada cidadão deve estabelecer uma rede com um mínimo de 50 contatos e, por meio deles, distribuir as versões limpas dos fatos. Nesse grupo, não adianda incluir outros engajados. É preciso que essas mensagens sejam enviadas à Tia Gertrudes, ao dentista, ao dono da padaria, à cabeleireira, ao amigo peladeiro de fim de semana. Não o entupa de informação. Envie apenas o básico, de vez em quando, contextualizando os fatos.
2) Escreva diariamente nos espaços midiáticos públicos. É o caso das áreas de comentários da Folha, do Estadão, de O Globo e de Veja. Faça isso diariamente. Não precisa escrever muito. Seja claro, destaque o essencial da calúnia e da distorção. Proceda da mesma maneira nas comunidades virtuais, como Facebook e Orkut. Mas não adianta postar somente nas comunidades de política. Faça isso, sem alarde e fanatismo, nas comunidades de artes, comportamento, futebol, etc. Tome cuidado para não desagradar os outros participantes com seu proselitismo. Seja elegante e sutil.
3) Converse com as pessoas sobre a deturpação midiática. No ponto de ônibus, na padaria, na banca de jornal. Parta sempre de uma concordância com o interlocutor, validando suas queixas e motivos, para em seguida apresentar a outra versão dos fatos.
4) Em caso de matérias com graves deturpações, escreva diretamente para a redação do veículo, especialmente para o ombudsman e ouvidores. Repasse aos amigos sua bronca.
5) Se você escreve, um pouquinho que seja, crie um blog. É mais fácil do que você pensa. Cole lá as informações limpas colhidas em bons sites, como aqueles de Azenha, PHA,Grupo Beatrice, entre outros. Mesmo que pouca gente o leia, vai fazer volume nas indicações dos motores de busca, como o Google. Monte agora o seu.
A guerra começou. Não seja um desertor.
terça-feira, 2 de março de 2010
Santa incoerência...
Friedrich Nietszche
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Rapte-me camaleoa
Composição: Caetano Veloso
Rapte-me camaleoa
Adapte-me a uma cama boa
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando lôa
Interestelar canoa...
Leitos perfeitos
Seus peitos direitos
Me olham assim
Fino menino me inclino
Pro lado do sim...
Rapte-me
Me adapte-me
Me capte-me
It's up to me
Coração
Ser querer ser
Merecer ser
Um camaleão...
Adapte-me ao seu
Ne me quitte pas...
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Meras palavras
Até que enfim consegui atualizar esse bendito blog! Não que isso seja uma obrigação. Muito pelo contrario. A maior graça de se escrever num blog é justamente poder expor suas ideias apenas quando se tem vontade, quando se tem algo relevante pra falar. Muito diferente de quem tem que escrever ordinariamente num jornal diário e matutino, por exemplo.
Com certeza, nem sempre o cara está inspirado e a imposição da profissão o obriga a publicar trivialidades dispensáveis apenas para preencher algumas colunas de jornal.
Lembro-me sempre de uma crônica chamada “Ao respeitável público” de Rubem Braga que li na 8ª serie. Esse texto foi publicado originalmente justamente numa coluna de jornal que ele escrevia diariamente. Nesse texto ele demonstra sua insatisfação em ter que escrever diariamente sobre qualquer coisa pela obrigatoriedade do oficio.
Sou partidário de que quem trabalha com as idéias não pode ser muito pressionado pelos prazos. As boas idéias não surgem na cabeça só porque se precisa de uma. São muitos os fatores que precisam combinar para que apareça uma que de fato faça a diferença.
Admiro quem tem a capacidade de se renovar e fazer-se interessante todos os dias. Acredito que para isso é preciso muito esforço e pesquisa, mas tem momentos que realmente não se quer pensar e nem dizer nada, e isso tem ser respeitado para que não se cometa uma violência contra si mesmo.
Quando se respeita a vontade de estar no ócio de vez em quando o retorno é sempre mais interessante. A cabeça trabalha mais fresca.
Por tanto queridos leitores, vez por outra me ausentarei para refrescar as idéias, para viver novas experiências, se não serei apenas um operário das palavras trabalhando numa linha de montagem apenas para cumprir metas sem se fazer relevante de verdade. E essa idéia me assusta um bocado...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Estou aqui para me desculpar pela demora nas atualizações dos posts (apesar de já ter avisado que estes grandes intervalos entre uma atualização e outra poderiam acontecer. Afinal eu preciso estudar e trabalhar...rs). tenho estado muito ocupado. A faculdade que está na reta final e as atividades profissionais têm me tomado muito tempo. Além disso, estou sem PC em casa e aí fica muito mais difícil. Acredito que esse recesso que está por vir com o advento das festividades juninas me permitam voltar a dividir pensamentos e idéias com vocês com maior frequência.
A cabeça está fervilhando em breve teremos muito mais o que conversar...
Grande abraço a todos, até mais!
domingo, 19 de abril de 2009
O Na Mira está na mira

No último dia 16 de abril o Ministério Público proibiu a veiculação do programa Na Mira, exibido pela TV Aratu. A decisão é resultado da ação civil pública movida pelos promotores Almiro Sena e Isabel Adelaide de Andrade Moura.
Apesar do fato de que a decisão de suspensão do programa ter sido retirada logo no dia seguinte (17/04). Fico muito feliz pelo fato de que a revogação só foi feita por causa da assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Com este termo, o programa ficará obrigado a corrigir todas as ações que são realizadas pelo programa e são consideradas crimes pela ótica do MP.
Confesso que me diverti bastante na sexta-feira, vendo o Sr. Uziel, todo mansinho, elogiando e dizendo que respeita e muito Ministério Público. Realmente foi engraçado. Tive a sensação de estar vendo realmente quem ele é. Um sujeito manso e covarde. E não aquele personagem ridículo que ele tenta desempenhar sem sucesso.
Parabéns Ministério Público. Mas é preciso vigilância sempre. Nunca se sabe quando eles vão querer nos por na mira novamente.
Visão de raio-X
Estamos num país de invisíveis. Essa é a única explicação cabível para nosso conformismo diante do que só quem tem visão de raio-X pode ver.
Se não conseguimos enxergar a corrupção que rege nossa política, os abusos policiais nas periferias, as maracutaias nos órgãos públicos a degradação ambiental, as crianças passando fome e trabalhando precocemente, o tráfico de drogas que assola o país. Não se desespera. Somos perfeitamente normais e gozamos de boa saúde visual. A causa para não enxergarmos tais coisas, é que são, de fato, todas invisíveis. E, como tal, para vê-las seria necessário que tivéssemos uma visão de raio-x.
Por exemplo, se não damos bom dia ao segurança do prédio onde entramos, ou, ao cobrador, assim como não agradecemos ao motorista do ônibus, pela viagem, não é porque somos mal-educados. Nada disso. O motivo real para essas atitudes, a princípio reprováveis, é que tanto o segurança, o cobrador e o motorista são pessoas totalmente invisíveis. E estando nessa situação de invisibilidade, obviamente, não podem ser vistas. E por tanto, não podemos cumprimentar e nem agradecer a pessoas que não vemos.
Se ao menos fossemos como o Super-homem, ou com os mutantes do X-Man, seriamos dotados da visão de raio-x. E com essa visão especial, com certeza teríamos a possibilidade de enxergar essas coisas e pessoas.
Mas, como a vida não são só flores e sendo assim, não podemos ficar sonhando com super-poderes. Ocupamos-nos, por tanto, de coisas muito mais importantes, como o futebol, as fofocas da TV, quem é o mais novo namorado da mais nova estrela, ou ainda com a novela das oito. A propósito, quem matou Lineu Vasconcelos?
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Dia cinza
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Kashmir: 2 em 1 ou 1 em 2?
Como é do conhecimento de todos (ou pelo menos dos visitantes mais assíduos). Este é um espaço para reverberar minhas inquietações. Essas inquietações podem ser qualquer coisa, desde que me provoquem algum sentimento, que me movam. Dentre as coisas que me movem com certeza esta a música. Não só pelo fato de eu ser um projeto de músico, até porque muito antes de começar a tocar, eu já me deixava levar pelos sons... Na verdade sou um apaixonado pela arte de geral. Mas a música ocupa um espaço fundamental na minha vida. Aliás, penso que essa não seja uma característica só minha. Conheço gente que não gosta de pintura, que não gosta de teatro, que não gosta de cinema. Mas não conheço ninguém que não goste de música.
Acho que a música é a linguagem artística mais Universal, é a linguagem que melhor transcende as barreiras. Gosto das músicas que me forçam a parar para ouvi-las, que me pedem atenção, que me fazem sentir. Normalmente uma música provoca um único sentimento
Esta é Kashmir (vídeo abaixo), do Led Zeppelin, banda que dispensa qualquer tipo de apresentação.
A ditadura do Belo
Ontem tava na aula de Estética, e o professor, comentou sobre um texto do livro a “Lei do mais belo”, da escritora estadunidense Nancy Etcoff. Neste livro a autora faz um panorama a respeito da ditadura da beleza, do papel que esta representa em nossa sociedade. Ela fala baseada em pesquisas o quanto são beneficiados os indivíduos considerados belos, segundo os padrões estabelecidos, sobretudo pelos Gregos. Padrões que prevalecem até hoje nas passarelas da moda, na tela da TV, nas capas das revistas... Nas pesquisas, ela fala de como nós costumamos ser mais gentis, como descuidamos da segurança, de como descuidamos até de nosso valores, quando interagimos com os belos. Isso não costuma acontecer com os feios. Com os feios, costumamos ser mais duros, inflexíveis... Lembrei que já tinha visto este texto numa outra disciplina deste mesmo professor e num encadeamento de idéias lembrei de um outro fato ocorrido na mesma época que li o texto pela primeira vez. Fato que infelizmente comprovou as teorias apresentadas por Etcoff.
Faz mais ou menos dois anos que o episódio aconteceu. Num domingo, de manhã bem cedo, feriado do dia das crianças, se não me engano, eu estava chegando para jogar o baba num campo aqui de Cajazeiras, quando vi um acidente de carro, que tinha acontecido havia pouco tempo numa pista que fica numa parte de declive em relação ao campo. Essa pista fica a uns trezentos metros do campo e eu caminhei até lá movido pela curiosidade. Chegando lá, fiquei sabendo os detalhes da tragédia: um grupo de jovens tinham bebido a noite toda, e quando foram embora se dividiram em dois carros e resolveram fazer um racha. O saldo da “brincadeira” foi o a colisão de um dos veículos num poste que em seguida capotou e deslizou por uns cinqüenta metros e enquanto deslizava sem controle ainda atingiu um ciclista que seguia para o trabalho. Na colisão uma das ocupantes do carro perdeu um braço, e um rapaz de 25 anos foi arremessado pra fora do carro e, o motorista nada sofreu.
Este parece um simples relato de um acidente banal causado pela irresponsabilidade, se não fosse pelos detalhes. Então vamos a eles. As duas vítimas fatais foram o rapaz de 25 anos, um rapaz bonito, estava bem vestido, estava num carro novo e tinha sido vítima de sua própria irresponsabilidade e imprudência, afinal tinha bebido a noite toda e mesmo não sendo ele o condutor do veículo, de alguma maneira era também culpado pelo acidente. A outra vítima fatal, era um senhor de uns 55 anos de idade, pai de família, nada bonito, vestido para o trabalho (tinha conseguido o emprego havia pouco tempo, passou muito tempo desempregado e estava feliz pela oportunidade, muito rara para pessoas de sua idade), estava de bicicleta.
Foi nesse panorama que eu infelizmente constatei o quanto Nancy Etcoff estava certa. As pessoas que, como eu, observavam o acidente demonstravam lamentar muito mais pela morte do jovem, do que do homem trabalhador. Todos sabiam o que provocou o acidente, mas mesmo assim só lamentavam a morte do Jovem irresponsável e descartavam o pobre homem feio que estava apenas indo trabalhar no feriado, às seis da manhã. Tinha até umas senhoras assanhadas que ficavam falando coisas como “que desperdício!” , “ele era gatinho.” Etc., mas para o velho feio nada, nenhuma atenção, nenhuma demonstração de pesar. Fiquei assustado com isso. Como podemos ser tão inconscientes a ponto de ter tais atitudes? Por que fazemos coisas tão absurdas? Às vezes penso que o Homem ainda não está preparado para o pensar... É realmente assustadora a capacidade do ser humano de ser irracional. Não quero dizer com isso que não admiro a beleza. Seria uma enorme hipocrisia, mas as coisas têm limites. Não podemos deixar de lado a saúde, os princípios, os valores de lado em nome de um ideal de beleza. E eu nem falei das absurdas doenças de ordem psicológicas como bulimia, que acometem principalmente as mulheres que querem ter um corpo esbelto a qualquer custo. Como diria Dinaldo, um amigo meu: “Que maionese!”
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Blue Man Group
segunda-feira, 30 de março de 2009
Só sei viver se for pelo outro
Fico me perguntando quem foi que usou primeiro essa hierarquização das coisas que tratam do ser humano. As teorias acerca da seleção natural de Darwin e o Capitalismo são para mim os responsáveis por este senso de disputa tal como conhecemos e vivenciamos nos últimos séculos. Mas, gostaria mesmo de saber quem foi o filho da puta que nos fez competir irracionalmente pela primeira vez na História. Se descobrisse esse desgraçado, e, se houvesse um meio de voltar no tempo e impedi-lo de criar toda essa zorra, estaria disposto a fazê-lo.
Isso aqui não é um manifesto comunista, mas sim, um desabafo de quem convive diariamente com pessoas de todos os tipos e extratos sociais e em todos estes meios há disputas quase impensadas. Pessoas que vivem para “ganhar”, mas que nunca fizeram uma reflexão sobre o porque de estarem competindo. Nestas pessoas não consigo enxergar nenhum traço de satisfação. Vejo às vezes uma alegria vazia, pela conquista momentânea, porém, nunca estão satisfeitas. Sempre querem mais, e mais e mais.
Não estou aqui para julgar ninguém. Este seria um trabalho que não aceitaria. Além do mais, cada um é senhor de si mesmo e leva sua vida como quer. O que sei é que todas as vezes que tento olhar para mim primeiro, enxergo o outro. Fico sempre buscando uma possibilidade de beneficiar alguém com o que aprendo, descubro, ou conquisto. Sinto-me muito bem assim. Acho que esse é o clímax do meu egoísmo.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Propaganda
Comprando o que parece ser
Procurando o que parece ser
O melhor pra você
Proteja-se do que você
Proteja-se do que você vai querer
Para as poses, lentes, espelhos, retrovisores
Vendo tudo reluzente
Como pingente da vaidade
Enchendo a vista, ardendo os olhos
O poder ainda viciando cofres
Revirando bolsos
Rendendo paraísos nada artificiais
Agitando a feira das vontades
E lançando bombas de efeito imoral
Gás de pimenta para temperar a ordem
Gás de pimenta para temperar
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Como pode a propaganda ser a alma do negócio
Se esse negócio que engana não tem alma
Vendam, comprem
Você é a alma do negócio
Necessidades adquiridas na sessão da tarde
A revolução não vai passar na tv, é verdade
Sou a favor da melô do camelô, ambulante
Mas 100% antianúncio alienante
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
Eu vi a lua sobre a Babilônia
Brilhando mais do que as luzes da Time Square
Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você
Corro e lanço um vírus no ar
Sua propaganda não vai me enganar
sábado, 21 de março de 2009
Hora do Planeta
domingo, 15 de março de 2009
Tranquilamente incoerente
Por que ter que sustentar uma postura só para não desagradar os outros? Por que esforçar-se para parecer alguém que não é preciso ser, por causa da opinião de terceiros? Eu particularmente já tenho que negociar muito com os eus que estão em mim (e são muitos, cada um querendo uma coisa diferente), para ainda ter que me preocupar em agradar quem não sou eu. Isso é demais pra mim!
Sou um eterno observador, e fico impressionado como ainda vejo pessoas que brigam consigo mesmo para sustentar uma determinada postura. Roqueiros que seguram a vontade de balançar o bumbum ao som do pagodão para não serem discriminados, “irmãos” que sustentam uma aparência de santo escondendo uma vontade de flertar com o capeta, pessoas que dissimulam o que são de verdade pelo trabalho, pelo amor... Cada um tem o direito de escolher a forma como quer levar sua vida, mas apenas fico triste de ver que ainda existem pessoas que vivem uma vida que não querem por causa dos outros. O que me chateia de verdade é perceber o quanto esse engessamento causado pela segmentação das pessoas por “tribos”, atrapalha a possibilidade de troca entre os indivíduos. Quantas pessoas interessantes deixamos de conhecer? Quantas coisas bacanas deixamos de aprender por isso? Toda essa divisão serve apenas para facilitar a vida de quem gerencia a ditadura do consumo. Agrupam-se as pessoas por “tipos” e assim fica mais fácil vender o produto certo para o grupo certo. Enquanto os “índios” ficam cada vez mais presos em seus mundinhos e perdendo a possibilidade de conhecer um verdadeiro Universo de mundos novos.
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Um Del Rey, uma Kombi e a carruagem de fogo de Elias
Fiquei pensando nisso depois de ler hoje na grande rede que a Igreja Universal foi condenada a reembolsar em valores corrigidos de hoje, dois mil reais a um motorista da cidade de General Salgado-SP. Em 1999 o motorista, ao visitar a igreja, foi convencido a se desfazer de todos os seus bens materiais e doa-los ao Senhor, sob a garantia de um pastor da Igreja de que com essa ação, sua vida melhoraria tanto no campo profissional, quanto no sentimental. Prontamente o motorista vendeu seu único bem: um veículo Del Rey, por dois mil e seiscentos reais e deu tudo para a Igreja em dois cheques. Arrependido, ele conseguiu sustar um dos cheques, com o valor de seiscentos reais, mas o outro, o de dois mil reais a Igreja conseguiu resgatar. Passado algum tempo a profecia “garantida” do pastor não se cumpriu e o motorista, influenciado pelos pais, resolveu entrar na justiça para reaver seu dinheiro. E em última instância, depois de vários anos, conseguiu. Se a moda pegar...
Bom o que me faz ficar pensando aqui é no porque das pessoas se permitirem ser enganadas desse jeito. Será que o cérebro não funciona? Quando penso nessas questões sócio-religiosas, é inevitável lembrar de meu amigo Dinaldo Masouz (guitarrista da minha banda), que vive vociferando por aí teorias e mal-criações acerca das coisas de Deus. Um dos seus grandes descontentamentos, é a ideia embutida, nas ideologias neo-petencostais de que para seguir a Jesus é preciso praticamente parar de pensar. Aí ele fala: “Velho se não era para usar, pra que Ele me deu essa porra de cérebro? Me deu porque quis, agora vou usar mesmo. Vou perguntar e questionar o que eu quiser. Ele vai ter que me aturar!”. Esse dias depois de termos passado o dia inteiro atrás de uma van para nos transportar para fazer um show (era segunda de carnaval e parecia que todas estavam fretadas), um grupo de senhoras evangélicas nos abordou para nos entregar seus habituais folhetos evangelizadores, nesse momento Dinaldo bradou: “Não quero panfleto nenhum não! Pra Elias Deus mandou uma carruagem de ouro e prata, pegando fogo cheio de anjinhos e querubins tocando harpas e cornetas para arrebata-lo. Eu tô aqui o dia inteiro atrás de uma kombi para me levar para tocar e não acho!”. As senhoras ficaram escandalizadas diante de tal situação e apenas uma consegui falar a seguinte frase: “Você vai pagar o preço por isso, meu filho!" e Dinaldo retrucou: eu não vou pagar nada, e não me bote no SPC não!”
Quase todo mundo acha que dinaldo é ateu, mas ele mesmo diz que não é. Segundo ele Deus tem até uma moralzinha com ele, mas ele não tem saco é para essas baboseiras religiosas.
Também não acho que Dinaldo seja ateu. Ele apenas se permite pensar e questionar. Ele tenta fazer um bom uso do maravilhoso presente que Deus lhe deu: o cérebro.
terça-feira, 3 de março de 2009
Atravessando a vida
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Retorno pós-Carnaval
Grande abraço a todos!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Mude - Edson Marques
Mude
Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama.
Depois, procure dormir em outras camas.
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais,
leia outros livros,
Viva outros romances!
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.
Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado,
outra marca de sabonete,
outro creme dental.
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa,
de carteira,
de malas.
Troque de carro.
Compre novos óculos,
escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Arrume um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!
Edson Marques.
Acessem Mude, o blog do Edson Marques.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Lições importantes...
DEPOIS DE ALGUM TEMPO
por William Shakespeare
"Depois de algum tempo, você aprende que o sol queima, se ficar a ele exposto por muito tempo. E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que, não importam quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo (a) de vez em quando, e você precisa perdoa-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva-se anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos, se compreendermos que os amigos mudam. Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso, devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos."
"Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm muita influência sobre nós, mas que nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que você pode ser. Descobre que leva muito tempo para se chegar aonde está indo, mas que, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados."
"Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai, é uma das poucas pessoas que o ajudam a levantar-se. Aprende que a maturidade tem mais a ver com tipos de experiências que se teve e o que se aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais de seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva, tem direito de estar com raiva, mas isso não lhe dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama mais do jeito que você quer não significa que esse alguém não o ame com todas as forças, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, e que algumas vezes, você tem que aprender a perdoar a si mesmo."
"E que, com a mesma severidade com que julga, será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára, para que você
junte seus cacos. Aprende que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende realmente que pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir mais longe, depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor diante da vida !!!"
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Na mira de quem?

Ah! Mais uma coisa Uziel. Não chame o povo de burro. Eles sabem que aí não é a TV da Xuxa e nem a Disneylândia. Se eles quisessem ver estes programas, teriam sintonizados seus aparelhos na Globo ou no Disney Channel e não no seu canal.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O dia que a Terra parou ou a chegada do índio espacial
-Pode revivê-lo, como fez com o policial.
Klaatu:
-Há coisas que não posso fazer.
Jacob:
-Mas você tem poderes.
Klaatu:
-Sinto muito.
Jacob:
-Por favor. Por favor...
Klaatu:
-Jacob, nada realmente morre. O Universo não desperdiça nada. Tudo é simplesmente transformado.
Jacob:
-Quero ficar sozinho.
Nessa aula, Urpi, não lembro o porquê, disse que não compreendia a letra dessa canção, e nos fez uma provocação. Ela ofereceu um ponto extra na atividade que estávamos fazendo, para quem conseguisse interpreta-la de maneira coerente. Todos ficaram calados na sala. E eu, por já conhecer e gostar muito dessa música (e por ter sido, de alguma forma, fisgado pelo desafio), tentei explicar o que eu sentia sobre os versos do poeta. Falei que esse índio que Caetano descreve, é uma espécie de Messias high tech (vem de espaçonave). Alguém que já teve ligação com a Terra, que a conhece, mas que por já ter cumprido os seus ciclos evolutivos neste planeta, não precisa mais viver aqui. É alguém que está em outro estágio de evolução, em outro lugar e que retorna para trazer algum tipo de revelação ou trazer uma nova pespectiva. Na ocasião, a professora considerou mais a minha tentativa do que a explicação em si (ela me deu meio ponto, se não me engano). Mas se a pergunta me fosse feita hoje, teria algo concreto para ilustrar o que eu sentia em relação a música. Se fosse hoje, mostraria Klaatu para ela. Não sei por que, não consigo vê-lo simplesmente como um alienígena, aliás há controvérsias sobre a origem dele no filme. Acho que ele transmite mais um ar de espiritualidade evoluída, do que de uma representação clássica de um extra-terrestre. Ele emana a mesma essência do índio de Caetano.
O índio da "estrela colorida e brilhante" é Klaatu que veio dizer o que já é obvio: a situação do planeta está se tornando (muito rapidamente) insustentável. E estamos fingindo que não vemos. Acho que Klaatu, o índio espacial que vestiu terno, não virá. Mas a mensagem que ele traria se viesse, já chegou faz tempo e está explicita, estampada em toda parte. Todos tem sua parcela de responsabilidade com o planeta. a mudança tem que surgir do micro para o macro, de nós para os outros, de dentro para fora e todos precisam obter essa consciência. Ou então é sentar e esperar o Universo fazer a sua reciclagem. E pelo andar da carruagem, com certeza, desse processo seletivo não passaremos.
P.S.: Esse vídeo da música foi um veradeiro achado. estava procurando no youtube, um vídeo da música apenas e encontrei esse com o depoimento.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Tonto Mar - O Círculo
Boa noite!
No meu sonho
Tem um mar
Tantos pontos para alimentar
Era luz
Tanto mar
Fecho os olhos
Para enxergar
Se eu pudesse ficar
Só um pouco mais
Só pra ver se fica em mim
O que te faz tão bem
O que me faz tão bem
O que te faz um bem
Assim ...
No meu sonho ...
Tem um mar ...
Tenho planos para me salvar
Tanta luz
Tonto mar
Tenho planos para lhe salvar
Não me deixe ficar
Nem um pouco mais
Posso não querer voltar
E ver que não pode ser
E ver que não posso ser
E ver que nem quero ser
Assim ...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Manual de instrução para a vida
Siga estes passos para ativar as legendas do vídeo.

Crédito do vídeo: http://www.saindodamatrix.com.br/
Preta - Cordel do Fogo Encantado
Olá a todos!

Sejam bem vindos e estejam à vontade para comentar, criticar e contribuir com este blog. Este ato pode ser o início de um diálogo enrriquecedor para todos nós, e isso é o que há de melhor em se comunicar.
